Jogos Olímpicos 2020

Primeiro-ministro anuncia adiamento para 2021

COI cede à pressão da OMS, de atletas e comitês para anunciar realização dos Jogos Olímpicos em 2021
24/03/2020 - Em decisão inédita, o Comitê Olímpico Internacional (COI) informou, neste 24 de março, o adiamento dos Jogos Olímpicos 2020 que seriam realizados no Japão, com abertura oficial em julho e encerramento em agosto.

O presidente do COI cedeu à pressão da OMS, de atletas e de comitês para adiar a Olimpíada de Tóquio.
 
A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, depois de conversas com o presidente do COI, o alemão Thomas Back, em entrevista coletiva de Shinzo Abe e confirmado, logo depois, em nota distribuída pelo COI.

A Federação Mineira de Judô (FMJ) apoia a decisão do COI e, compreendendo o momento delicado do Brasil e do mundo, já havia decretado a paralisação das atividades até 30 de abril, seguindo recomendações da Federação Internacional de Judô (FIJ) e da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

Nota do COI confirma decisão

Jogos Olímpicos 2020 adiados para 2021
A nota distribuída pelo COI diz o seguinte: “Nas atuais circunstâncias e com base nas informações fornecidas hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente do COI e o primeiro-ministro japonês concluíram que os Jogos devem ser remarcados para uma data posterior a 2020, mas, no mais tardar no verão de 2021, visando a proteção da saúde dos atletas, de todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos e na comunidade internacional.”
 
Ainda, segundo o COI, mesmo acontecendo em ano diferente e ímpar, o evento manterá o nome de Tóquio 2020, decisão confirmada pelo governadora de Tóquio, Yuriko Koike.
 
A decisão foi tomada depois de a OMS classificar o Covid-19 (coronavírus) como pandemia e também pela pressão de atletas e de países, dentre esses o Canadá e a Austrália, que prometeram boicotar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos se esses fossem realizados em 2020. 

Noruega e Grã-Bretanha também pressionaram o COI e ameaçaram não participar do evento em Tóquio.
 
Os comitês do Brasil, da Eslovênia e da Alemanha já haviam pedido o adiamento, assim como também as equipes norte-americanas de natação e de corrida.