PBH homenageia alunos do SUPERAR

A Federação Mineira de Judô (FMJ) reconhece o Programa SUPERAR como o mais importante projeto de Minas Gerais para inclusão social de deficientes através dos esportes, com destaque para o judô.

Programa SUPERAR
16/08/19 – A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), representada pelo prefeito Alexandre Kalil, homenageou os atletas, técnicos e auxiliares do programa SUPERAR que participaram dos Jogos Escolares de Minas Gerais 2019, realizados no período de 29 de julho a 03 de agosto, em Uberlândia/MG.

Os atletas do SUPERAR obtiveram o melhor resultado da história do programa nas modalidades paralímpicas dos Jogos Escolares com a conquista de 40 medalhas e 11 troféus.

O prefeito Kalil entregou um certificado da PBH para cada integrante da equipe, em reconhecimento pela participação na competição, durante cerimônia com a presença de familiares dos atletas.

Na oportunidade, o prefeito ressaltou “olhar especial” para o SUPERAR pela promoção da inclusão social da pessoa com deficiência por meio do esporte. Desde 2017, a PBH investe na ampliação do programa.

Vale destacar que os atletas Gabriel Gomide da Cunha, Daniel Batista Santos Pereira, Emerson Junior Correia de Aguiar e Andriele Ribeiro Gomes estão classificados para as Paralimpíadas Escolares, evento organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. A competição está marcada para novembro/19, em São Paulo. Participam dos treinos do SUPERAR/ADEVIBEL: Marcelo Mendes, Thamyris Rodrigues, Eduardo Souza e Witória Almeida. 

O Programa SUPERAR

Programa SUPERAR
O SUPERAR atende alunos com deficiência física, visual, intelectual, auditiva, múltipla e com autismo. São mais de 900 alunos inscritos em 16 modalidades esportivas. O programa conta com dois centros de referência e sete núcleos regionalizados, além da Associação de Deficientes Visuais de Belo Horizonte, da Associação de Surdos e do núcleo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), graças a parceria do programa com o Departamento de Esportes da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG, do Centro Esportivo Universitário (CEU) e do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, também da UFMG.

As 16 modalidades oferecidas são judô, atletismo, basquetebol, bocha regular, bocha paralímpica, dança, futsal, goalball, natação, patinação, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa, voleibol sentado, parataekwondo, funcional e percussão.

Abaixo, a judoca Deanne, à direita

Programa SUPERAR
Para exemplificar, o judô se tornou os olhos pelos quais Deanne Silva de Almeida, de 37 anos, vê o mundo. A prática do esporte olímpico permitiu a ela voltar a enxergar, depois de ter perdido parcialmente a visão aos oito anos de idade e de a deficiência ter, por uma década, gerado a sensação de que a vida se restringiria ao percurso entre a casa e a escola. Aos 19 anos, tudo mudou quando ela foi apresentada ao tatame, em 2001.

Deanne foi apresentada ao judô como prática esportiva em que poderia expandir suas limitações. Dois anos depois, passou a integrar o SUPERAR a convite de Marcelo Mendes, técnico da equipe de esportistas da Associação dos Deficientes Visuais de Belo Horizonte (ADEVIBEL). “O programa tem objetivo de demonstrar a potencialidade da pessoa com deficiência, trabalhar a autoestima e a relação social. Como política pública, tem o propósito, de para além do atendimento, promover a formação e capacitação”, diz Marcelo Mendes.

O esporte encantou Deanne a ponto de ela se dedicar de tal forma aos treinos que a fez alcançar performances de alto rendimento. Foi convocada para a Seleção Brasileira de Judô. E o caminho da escola para casa, de casa para a escola ficou para trás. Ela ganhou asas e viajou o mundo para disputar competições nacionais e internacionais. Competiu nas paraolimpíadas de Pequim, em 2008, e Londres, em 2012. Nos jogos pan-americanos do Canadá, em 2015, e México, em 2011. Representou o Brasil em três mundiais de judô: Turquia, em 2010; EUA, em 2014; e Coreia do Sul, em 2015. Disputou torneios abertos na Alemanha, em 2014 e 2016.

O SUPERAR em números

Programa SUPERAR
O programa tem duas unidades de referência (Centro de Referência Esportiva para a Pessoa Portadora de Deficiência e Escola Municipal de Ensino Especial Frei Leopoldo) e sete núcleos regionalizados: Colégio Marconi, Clube Palmeiras, escolas estaduais de ensino especial Amaro Neves e João Moreira Salles, Associação de Deficientes Visuais de Belo Horizonte e Associação de Surdos. (MMC)

O programa oferece 16 modalidades esportivas; tem 936 alunos inscritos; conta com 10 profissionais de educação física; 29 estagiários e um médico.

Para participar, os requisitos são ter idade superior a seis anos e apresentar laudo de deficiência. O ingresso é condicionado à disponibilidade de vagas. Informações pelos pelos telefones (31) 3277-4546 e 3277-7681 ou e-mail superar@pbh.gov.br. 

Texto: adaptação
Fonte: Secretaria Municipal de Esporte e Lazer/PBH 
Fotos: Amira Hissa/PBH e Leandro Couri/EM/d.a press